Detroit: Become Human


Aproveitando o mês e alguns acontecimentos recentes relacionados a esse tema, para falar de um dos jogos mais importantes da minha vida.

Detroit é facilmente uma das maiores experiências que tive; pode-se dizer que ele até mudou a minha vida e minha percepção de como ver o mundo e, principalmente, me ensinou sobre empatia.
A história segue três pontos de vistas através de Connor, Markus e Kara, cada um deles com seu momento de questionar sua existência. 


A narrativa é maravilhosamente bem estruturada, tem vários desdobramentos a partir das decisões tomadas e inúmeras possibilidades de desfechos, que vão de tudo deu certo até desespero total. Também é possível que ocorra a morte dos três protagonistas.


Como disse antes, essa obra afetou a minha vida. Na época em que joguei, estava numa fase complicada, com um egoísmo considerável, e isso meio que refletiu bastante no meu comportamento enquanto fazia minhas escolhas.

Sem entrar em muitos detalhes sobre a história e mostrando o mínimo possível, pois é o tipo de jogo que recomendo sem nem pensar duas vezes, no meu caso, meu saldo final foi um desastre: Markus morreu depois que falhei nos comando num momento chave e por ter escolhido guerra pelos direitos; Kara foi minha única sobrevivente e só não escolhi algo pior porque já não aguentava mais tanto sofrimento, e, por fim, temos o Connor...


Nossa, como eu era cruel no lado dele. Lembro de ter feito tanta coisa e sido tão racional que, tecnicamente, não estava errado, mas ao mesmo tempo também não estava certo, que tomei um choque de realidade quando fui baleado sem dó pelo meu "parceiro" detetive. 

A partir daí, fiquei mais pensativo sobre o papel do Connor no todo, mas foi na parte da mansão do criador dos robôs que eu meio que abri meus olhos. A escolha era matar uma robô para conseguir certa informação, algo até simples, mas que me fez refletir bastante sobre tudo, seja dentro ou fora do jogo.

Só que, como eu já tinha criado uma máquina que só seguia ordens, senti que tinha a obrigação de impedir que ele ferisse os outros personagens. Assim, decidi apagar o Connor por conta própria, dando fim à sua história. Foi o tipo de conexão que fica gravada na memória da gente.


A tela inicial do jogo é um caso à parte, pois lembro que uma moça sempre comentava o que estava acontecendo na história e reagia às minhas escolhas.
Ainda me recordo de sua última pergunta e de como a tela ficou depois disso.


Outro ponto a ser elogiado, um bem especifico, é a nossa dublagem, que foi absurdamente bem feita, facilmente uma das melhores com as quais já tive contato e um dos motivos de essa obra ser tão memorável.

Por mais que meu saldo final tenha sido desastroso, sinto que aprendi e refleti muito com essa experiência, algo pra vida toda. É o tipo de jogo único que não pretendo revisitar nunca mais e que guardo com muito carinho por todos esses anos.

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