Jogos Que Existem - Volume 3
Voltando com o "quadro" bonito, uma das coisas mais legais na produção desse tipo de post é poder revisitar alguns jogos nostálgicos que não jogava há anos.
CRISIS CORE - FINAL FANTASY VII- REUNION
Esse jogo é um bom exemplo de um jogo que deveria ter sido refeito com mais carinho e respeito, já que é o prologo de um jogos mais importante da franquia e tem um dos melhores protagonista e um dos melhores finais que já vi.
Eu gosto de me referir a essa criança como a quimera da Square Enix, pois ele não sabe se é uma remasterização ou um remake — diria que está no meio dos dois. Tem horas em que o jogo está lindo e, do nada, ele vira um jogo de celular; no pior dos casos, a versão original de Playstation Portable dá as caras, normalmente nas cenas que eram de CG da época e, principalmente, na cena final do jogo, o que achei um absurdo.
Na parte da gameplay, ele foi repaginado para fluir melhor, e sinto que o ritmo da batalha é ate melhor do que o dos remakes atuais do VII, principalmente por ser apenas o Zack no controle. Mas, por algum motivo, acharam que seria uma boa ideia voltar com o encontros aleatórios, o que não foi uma boa decisão.
NieR: Automata
E pensar que esse jogo completa 10 anos este ano. Facilmente um dos melhores jogos de ação que já joguei, e posso aproveitar para "elogiar" Sr. Yoko Taro. É incrível ver o que uma mente perturbada consegue fazer com junto de uma empresa tão foda como a Platinum Games.
Além de ser um ótimo jogo de ação, essa cria tem um plot mega existencial e uma trilha sonora monstruosa, que é facilmente uma das melhores de todos os tempos. Como contraponto, Automata é um jogo meio peculiar para os dias de hoje, pois ele funciona do jeito dele, seja para o bem ou para o mal — como, por exemplo, o fato de não existir um sistema de teletransporte e o jogo ser beeeeem autoral. Isso é bom e ruim em muitas situações, como nas rotas seguintes da história, onde a gameplay fica repetitiva devido moveset conhecidos e cenários já visitados.
Mas, independente de suas partes únicas, esse jogo é um tipo de experiência para a vida. Já até comentei sobre isso em outro post, mas existem poucos créditos tão únicos quanto os desse jogo, e muito menos tão impactantes para a experiência quanto em uma das decisões, que afeta tudo que foi jogado.
KINGDOM HEARTS III
KH3 é um caso curioso, já que fiquei esperando por anos o encerramento de uma das franquias mais importantes da minha vida e, que quando ele veio, foi uma salada de emoções — tanto positivas ou bastante negativas...
Tecnicamente, deveria ser o capitulo final da saga do Sr. Careca que durou anos, mas veio como o começo de uma nova. Infelizmente, o jogo serviu mais como gancho do que como encerramento, o que para mim foi um enorme desrespeito a todo o legado da obra. Hoje vejo que ele envelheceu melhor do que quando eu era um fã cego, que quebrou a cara por conta de uma expectativa exagerada e de decisões questionáveis de seus idealizadores, indo de plot aos cenários e ao desenvolvimento da maioria dos personagens.
A partir do momento em que tirei essa franquia do meu coração, por assim dizer, consegui analisar melhor o jogo apenas um jogo, e não como algo que idealizava como a sequência mais importante da minha vida. Consegui perceber, com mais clareza, que ele continua sendo um jogo bem desorganizado narrativamente, já que boa parte do plot existe meio que para enrolar até o ato final, que deveria ser o foco principal da historia.
E, como já não tinha mais apego por essa historia, consegui aproveitar melhor os outros aspectos do jogo, como o combate, que continua bem divertido e com muitas opções; ver como ele é bem instável visualmente, já que há áreas com direções de arte distintas — algumas envelheceram melhor que outras — e, por fim, perceber que sua parte sonora não chega perto da dos títulos anteriores.
Esse daqui é um exemplo muito claro de uma produção perdida, pensando mais no futuro, mas esquecendo de dar a devida atenção a um dos momentos mais importante de sua história. E, por mais que ele seja divertido como um jogo de ação, não é muito convidativo para quem não conhece a franquia e "termina" de forma bem amarga para quem já a acompanhava.
Sly 3: Honor Among Thieves
Quem diria que um dia falaria desse jogo, que é facilmente um dos mais divertidos do meu tempo de PS2. Agora que penso, eu realmente tinha uma mania de começar os jogos pelo segundo ou terceiro título.
Sly 3 é o capitulo final de uma franquia que conheci quando ganhei meu primeiro videogame, e, por ser o terceiro jogo, já tinha acontecido muita coisa no seu plot. Personagens que retornaram e outras referências — fora que, naquele tempo, eu nem me preocupava com isso. Pois o que realmente me chamou a atenção foi todo a narrativa do jogo, que, parando para pensar, foi o primeiro exemplo que conheci a começar pelo final e depois voltar para ao inicio, algo que acabou servindo de molde para outros jogos, como Persona 5.
A história funciona em forma de episódios, em que cada um conta com um mapinha para ser explorado e executar as missões do bando, com o objetivo de montar uma grande equipe que é mostrada apenas em silhueta no início do jogo. Essas missões iam desde desvendar mistérios e realizar roubos até batalhas mais inventivas. Outra coisa que envelheceu muito bem foi a arte; seus personagens são bem distintos. Mesmo nos dias de hoje, continua sendo o tipo de jogo que ainda me chama bastante a atenção, pois é muito divertido e diferente dos moldes dos títulos anteriores, que tinha uma jogabilidade mais voltada para plataforma.
Sly é uma franquia que não acho que seja tão conhecida quanto outras da Sony, mas que é uma daquelas que também merecia um remake decente, como aconteceu com Crash e Spyro.
Xenogears
E por fim esse monstro dos anos 90.
Por mais que seja um jogo até bastante conhecido, sinto que hoje em dia ele já não seja um jogo de fácil acesso, tanto por sua idade quanto pelo fato de nunca ter saído do Playstation 1. Ainda assim, não muda o fato de ser um jogo que estava bastante à frente de seu tempo.
Mesmo não me recordando totalmente da experiência, lembro bastante do quão absurdamente denso ele era. É incrível pensar que, há quase 30 anos, esse pessoal tinha uma criatividade monstruosa. O jogo aborda tantos temas e tanta coisa que me lembro de ter rejogado o primeiro CD umas três vezes só para tentar entender tudo que tinha visto. Era uma salada de assuntos complexos, como religião, biologia, traumas psicológicos, vidas passadas e por ai vai. Lembro que, em certos momentos, ele falava de clonagem e nanotecnologia indo até Transtorno Dissociativo de Identidade. É o tipo de jogo ainda me deixa continuo confuso sobre mesmo quase dez anos depois.
Outro ponto fora da curva era o seu combate, que acontecia tanto em terra quanto dentro dos robôs, os Gears. Cada personagem tinha comandos semelhantes aos de jogos de luta, e, caso o jogador executasse determinadas sequências, realizava combos diferentes, seja na terra ou dentro do robô. É um sistema que considero bastante criativo, especialmente para um jogo de 1998.
Outro ponto peculiar de Xenogears é o famoso CD 2, em que o jogo se transforma uma apresentação de slides bem linear até o seu encerramento.
Um dos motivos que pensei em falar sobre esse jogo foi que sinto que existem certos títulos antigos que fazem jus à fama que têm. Porém, assim como este, muitos ainda não são muito acessíveis nos dias de hoje e, se viessem nem que seja numa remasterização bem feita, poderiam fazer tanto sucesso quanto antes, pois são historias incríveis.
Com isso, o terceiro volume se encerra, e pretendo trazer outros jogos clássicos e nostálgicos que fizeram parte da minha vida.
Extra: Espacinho bonito para os ouvidos.


.png)
Acho que Nier merecia um texto só dele kkk. Um dos games mais absurdos que já joguei, aquele final é coisa de outro mundo, faz a gente se emocionar demais, sentir que não estamos sozinhos, foi um dos maiores impactos que já tive em jogos. Mas se for falar de potencial desperdiçado, acho que KH pra mim é um dos maiores exemplos, tantas decisões que mataram boa parte do carinho com a franquia, devolve meu crossover com FF Nomura
ResponderExcluirNier até seria a uns 5 anos atrás, mas hoje não o vejo tão bem assim mas concordo totalmente sobre seus momentos memoráveis.
ResponderExcluir