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Franquias da Minha Vida – Atelier: Trilogia Mysterious
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AriSun
Muitas franquias enormes já passaram pela minha vida, mas sinto que essa lindeza aqui foi uma das mais únicas que conheci, seja pela vibe — normalmente mais slice of life —, aquele tipo de história para curtir de boas e relaxar, sem ter que salvar o mundo toda santa hora. Principalmente por causa dessas meninas incríveis, em sua maioria. Sério, não tem coisa melhor do que vê-las amadurecendo ao longo de suas histórias ou voltando mais velhas nos jogos seguintes, algo que acontece com bastante frequência. Outro ponto que nunca posso deixar de comentar — e justamente para não precisar elogiar em cada um dos jogos que vou falar — é que a equipe de sonoplastia da Gust é algo divino e surreal, mesmo em jogos que nem são de Atelier em si.
A ideia é meio que fazer uma série de textos sobre essa franquia, que já faz parte da minha vida a bastante tempo e pela qual tenho um carinho enorme — e espero que continue assim por mais 10 ou 20 anos. Assim como Tales, sobre o qual já falei e que são histórias separadas, Atelier também permite jogar em qualquer ordem. Ainda assim, como amo ver o crescimento dessas meninas, prefiro seguir a ordem cronológica. Outro detalhe é que cada série tem sua "trilogia", por assim dizer, e hoje inicio esse projeto com a trilogia que me apresentou a essa franquia maravilhosa.
Atelier Sophie - The Alchemist of the Mysterious Book
É um prazer enorme começar esse projeto falando do jogo que foi responsável por me deixar intrigado e curioso sobre essa franquia, um dos títulos com uma vibe mais calma, sem todo aquele peso de ser o escolhido para algo, deter crises diplomáticas ou até mesmo salvar o mundo. Foi através desse tipo de atmosfera agradável que conheci uma das melhores franquias da minha vida.
Sophie é uma menina fofa que vive em uma cidadezinha super aconchegante chamada Kirchen Bell. Após perder a avó, ela encontra um livro falante que sofre de amnésia. A partir disso, a garota parte em uma aventura para descobrir mais sobre a identidade de seu livro e aprender sobre a alquimia.
Com isso, a missão da Sophie passa a ser pensar em novas receitas para preencher o livro e, assim reviver as memórias de um certo alguém. Esse processo se torna parte central da jornada, pois, ao executar ações como coleta de itens, batalhas ou investigação de pontos de interesse, mais e mais paginas do livro são liberadas e, consequentemente, mais receitas para sintetização.
O mapa do jogo tem um sistema de fôlego em sua exploração, e quanto menos tiver, pior será a condição da equipe para explorar uma área. A maioria dos jogos que conheço dessa franquia não é punitiva em caso de derrota; normalmente, o jogador é apenas enviado de volta para a cidade e perde parte dos itens coletados.
Sobre a sintetização de itens ou materiais, ela é executada em um sistema parecido com Tetris, em que cada ingrediente é uma peça a ser "inserida" no caldeirão. Quanto mais peça forem alocadas, maior serão os efeitos nos itens, sendo também possível adicionar efeitos extras vindo dos ingredientes, como, por exemplo, aumento de cura ou aumento de dano de determinado item.
O sistema de batalha até que é bem frenético, mesmo sendo por turnos, pois sempre que a porcentagem da barra de batalha atinge certo ponto, é possível executar tanto ataques de suporte quanto bloqueios e até mesmo ataques especiais. No caso desse jogo, Sophie fica na retaguarda por ser uma alquimista, com um foco maior na utilização de itens.
Sophie é facilmente um dos melhores jogos de introdução que já joguei, principalmente por ser de uma franquia que beira os 30 anos no mercado, pois sempre existe aquela dúvida por qual jogo começar — ainda mais se tratando de uma empresa bem humilde na parte gráfica, mas que compensa bastante no charme e no carinho em seus jogos.
Atelier Firis - The Alchemist and the Mysterious Journey
Por mais que ame as outras garotas dessa franquia, Firis continua sendo meu bebezinho mais fofo do mundo.
Firis é um bom exemplo de jogo que passa sensação de aventura, de sair para explorar o mundo. No caso dela, isso acontece depois de conhecer uma certa alquimista chamada Sophie, que, além de ensinar alquimia à garota, acaba sendo também o último empurrão de que ela precisava para tomar coragem e iniciar sua própria jornada.
Só que essa jornada vem com uma condição, já que os pais da Firis e o pessoal de sua vila não apoiam a decisão da garota e só permitiriam que ela vivesse dali caso passasse no exame de alquimista federal, digo, se tornar uma alquimista licenciada. Com isso, ela parte junto de sua nova professora em busca das licenças necessárias para poder realizar a prova.
Até hoje, eu penso que esse jogo com essa escala saiu cedo demais, pois era nítido que a ideia era de ser um mundo aberto para a exploração até a capital, mas a Gust possivelmente não tinha recursos para uma escala desse tipo, algo que só foi acontecer muitos anos depois.
A história desse jogo é uma jornada para que Firis conheça o mundo, as pessoas e a alquimia em si. É um caso curioso, pois é um dos jogos da franquia com limite de tempo: ela tem um ano para fazer a prova e passar, caso contrário, volta para casa e o jogo termina, o que seria meio que um Bad End.
Todas as ações, sejam explorar ou sintetizar, contam nesse tempo. Admito que curto essa dinâmica, pois dá um certo senso de urgência, onde o jogador precisa planejar bem suas ações. Outro ponto interessante do jogo é que, por ser uma jornada, a party não é muito fixa, já que é possível recrutar ou se despedir de colegas ao longo da história.
Dos que conheço, é um dos jogos mais slice of life e tranquilos da franquia, já que a prova de qualificação é o "final boss" do jogo. Não há vilão, coisas complexas ou tramoias, apenas uma jornada de autoconhecimento, que, para mim, é um de seus melhores aspectos.
Sobre a batalha, alquimista — no caso, a Firis — se mantém na retaguarda, enquanto os outros ficam a cargo da proteção dela, inclusive outros alquimistas, como a Sophie. Cada personagem pode usar duas armas, e as skills vêm da própria arma: quanto mais bem feita, mais skills ela possui.
Firis foi uma continuação decente. O jogo em si não chega a ser um dos meus preferidos, pois o fator mundo aberto ainda era muito novo, então passava bem a sensação de estar viajando pra longe, tanto de forma positiva quanto negativa, já que o warp pelo mundo só é liberado no pós-game. Outro ponto é que a batalha dele é menos interessante e frenética do que a de seu antecessor, o que me desanimou bastante em prosseguir depois que terminei. Ainda assim, mesmo com esses problemas, admiro o projeto, principalmente pelos recursos da empresa e escala do jogo, e hoje eu vejo esse jogo como o progenitor de jogos como Ryza 3 e Yumia.
Atelier Lydie & Suelle - Alchemists and the Mysterious Paintings
Fechando a trilogia e já deixando bem claro que esse é o Atelier de que menos gosto, por inúmeros motivos, mas que, ao mesmo tempo, é um dos mais bonitos, já que encerra esta trilogia.
Foi meu primeiro Atelier com duas protagonistas, mas não curti muito, pois a irmã mais nova, a Suelle, é bem chatinha na minha opinião, e eu preferia que fosse uma nova protagonista solo, com um visual mais interessante. Outro ponto é que elas são bastante ofuscadas pela volta da Firis, que está mais madura e mais interessante que no anterior, e principalmente pelo retorno da Sophie como uma mentora absurda. Com isso, não lembro lá muito bem dessas duas, e o os personagens de apoio também não chamam minha atenção.
O jogo se passa 8 anos depois de Sophie iniciar sua jornada para recuperar o corpo de sua amiga Platcha, fechando assim o ciclo de ambas. Para mim, esse é o maior ponto em que o jogo se mostra mais sobre o fechamento de ciclo do que exatamente sobre as gêmeas, que tem o objetivo de melhorar a reputação do ateliê de sua família.
A temática do mundo das pinturas é interessante, pois, em vez de explorar um mapa principal como nos anteriores, o jogo foca em visitar pinturas para conseguir encontra uma pista para salvar a mãe das garotas, que se encontra presa em uma delas.
O sistema de alquimia segue na linha do Firis, de completar os pontos e usar catalisadores, mas desta vez existem receitas que só podem ser feitas pela Lydie e outras pela Suelle, o que dá uma boa utilidade para ambas na produção dos itens.
A batalha é a mais expansiva da trilogia e bem mais divertida devido às suas possibilidades de combinações de dupla, pois conta com seis membros em campo, divididos entre linha de frente e retaguarda. É possível usar ataques em conjunto e até mesmo especiais únicos, dependendo da dupla, como, por exemplo Sophie e Firis.
Mesmo tendo problemas com esse último jogo — e realmente não gostando muito dele, principalmente pelo tom bobo que apresenta em alguns momentos — é impossível negar o seu valor como um belo encerramento dessa trilogia linda.
Sophie e companhia abriram as portas para que eu pudesse conhecer outros jogos da Gust e artistas talentosos como NOCO, até mesmo jogos bem mais antigos da franquia, e pelo menos ter um certo interesse em alguns dos quais não sou muito fã da arte, passando assim a entender um pouco do legado de uma franquia que não é tão conhecida no Ocidente, mesmo existindo há mais de 25 anos.
Espero que com esse "projeto", eu possa divulgar melhor essa franquia maravilhosa, para que outras pessoas possam ter o mesmo interesse que tive e conhecer essas garotas incríveis e suas aventuras.
Decidi começar com essa fabulosa obra que foi um dos motivos para que eu tivesse a ideia de criar um canto onde fosse possível falar de coisas que eu definitivamente não falaria em um espaço mais aberto, pois prezo um cadinho por minha reputação social — que talvez exista. Mas sem mais enrolação: hoje gostaria de falar sobre o incrível FMV "God bless, or Goddess" . O que diabos é um FMV (Full-Motion Video)? Eu também me fiz a mesma pergunta, mas, pesquisando um pouco sobre, descobri que é quase que uma Visual Novel só que com gravações com pessoas reais em um algum tipo de ambientação. Para mim, foi como se fosse uma uma novela interativa, pois tem um climão de novela. A grosso modo eu o classificaria como a visual novel mais única que já tive o prazer de conhecer, principalmente por ser nesse formato de filme, interativo e ser um simulador de encontro. Agora como diabos eu achei um trem desses e por que tive tanto interesse? Simples: eu adoro vasculhar jogos com artes dife...
Como diria meu grande amigo Rafa: "O adulto que aceita o cringe é mais feliz." Esse dorama é um exemplo maravilhoso e perfeito do quanto eu gostaria de falar, mas também quero que outras pessoas tenham a mesma experiência maravilhosa. Por isso, vai ser um texto breve, mas do fundo do meu coração. Gagaga é, facilmente, pra mim, uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida — um achado incrível num ano tão complicado, algo que vi em um timing perfeito e que aconteceu duas vezes, o que só valida a importância dele em minha vida. Antes de mais nada, já quero deixar claro que ele não é apenas sobre uma moça assalariada, com a vida corrida, que ama tokusatsu e evita mostrar isso em público por muitos motivos, mas sim sobre o quanto a gente ama as coisas que amamos, independente de quem você é ou sua idade — e como tudo isso influencia a vida da gente. E para falar do como ele impactou na minha vida, quero contar um pouco sobre a minha pessoa. Eu sempre fui uma pessoa qu...
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