Sumire
Nada como começar o ano com um jogo tão lindo e tocante como esse, que já estava na minha mira depois que dei uma conferida nele e me apaixonei por sua atmosfera melancólica.
Primeiramente preciso deixar um aviso: esse jogo pode ativar gatilhos, pois aborda temas como luto, morte, depressão e problemas familiares e internos.
Nossa, como amo uma bela surpresa, principalmente as que me fazem pensar sobre a vida e outros temas mais existenciais. Sumire tem uma arte maravilhosa, que me chamou atenção já de cara, mas que o que realmente me prendeu foi toda a sua vibe melancólica já nos primeiros minutos, principalmente por sua trilha sonora, que é bem emocionante.
A história acompanha uma garota chamada Sumire, que precisa encarar tanto a perda recente de sua avó quanto a separação de seus pais, o que resulta em um lar bem triste. Até que, em certo dia, depois de sonhar com sua avó, ela recebe a visita de uma flor mágica que promete ajudá-la a rever sua vó mais uma vez, mas com uma condição: dar a essa flor um dia maravilhoso, já que ela só tem um dia de vida.
Esse é o tipo de jogo que me pega bastante por falar desses temas e, principalmente, do medo de encarar os problemas. Teve momentos em que me emocionei e senti que eu precisava ajudar de verdade essa menina. Às vezes acontece esse tipo de conexão, em que você sente que tem que dar aquele empurrãozinho para que alguém encare seus problemas. Para mim, os dois maiores desafios dela foram dizer o que realmente sentia aos pais e, um dos mais bonitos, que foi o de encarar uma velha amizade que ela havia perdido e entender a importância do perdão.
O jogo meio que tem um sistema de karma em que todas as ações da Sumire são levadas em conta, sejam elas positivas ou negativas, o que acho bem interessante, já que é realmente possível punir pessoas nessa história, mas isso reflete no dia em si e na saúde da flor que nos acompanha. O tempo é outro fator: não sei exatamente como ele funciona, mas decidi priorizar as coisas mais importante, como a família, amigos e um amor não resolvido.
E mesmo lindando com temas delicados, ele tem momentos mais leves, seja em algumas conversas mais descontraídas com pedras, espantalhos ou na Grande Dança da Distração. Mas o que mais curti foi o joguinho de cartas do Bo, que, mesmo sendo bem simples, era bem criativo e divertido.
Houve momentos em que fiquei bastante pensativo sobre os temas abordados, que batem com a minha realidade, como o fato de meus avós já estarem com idade bem avançada e de como eu evito pensar muito nisso. Tanto que, ao longo do dia, senti uma vontade imensa de dizer à minha avó o quanto eu a amo e quanto ela é importante para minha vida, pois a gente nunca sabe o dia de amanha...
Sumire é o tipo de jogo que já me dava bons sinais, mas conseguiu ir além do que eu esperava, seja com seus personagens cativantes, seus cenários maravilhosos e uma pegada até bem existencial. É o tipo de história que vale muito a pena ser conhecida, e agradeço bastante por ter tido a oportunidade de dar um dia maravilhoso para essa menina.

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Crescer é as vezes começar a se conectar mais com histórias reais e que nos aproximam do proposto do jogo do que histórias mirabolantes sobre salvar o mundo, a gente começa a se conectar mais facilmente com esse tipo de história, começa a a fazer uma conexão com nossa vida, hoje em dia eu prefiro jogos mais pés no chão, por que não acho que o mundo vale a pena ser salvo, mas as pessoas ao nosso redor sim
ResponderExcluirNão tenho lá muita treta com salvar o mundo, mas é algo bem difícil de me puxar hoje em dia porque isso tem de ser muito bem desenvolvido. Desde o ano passado eu venho tentando sair mais e mais da minha bolha de aventuras e conhecer vários tipos de narrativas em diversas formas e é ai que se acha jogos tão gostosinhos e profundos com esse.
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