Jogatina 2025 - Segundo Semestre

Seguindo sem mais delongas com a segunda parte, que teve um saldo bem mais positivo que o primeiro semestre.

Nelke & the Legendary Alchemists

Um caso muito específico por ser jogo de comemoração, sobre o qual vou tentar não me estender muito sobre a franquia, pois isso fica para outro momento. Ainda assim, esse jogo é um bom exemplo de uma boa ideia com uma execução que deixou a desejar.

Atelier é uma das minhas franquias preferidas, então ver um jogo de aniversário com tantos personagens foi algo bem legal. Só que infelizmente, sinto que, se não fosse por esse fator, o jogo seria ainda pior. A ideia de gerenciar um território é bastante interessante: construir lojas e campos, recrutar alquimistas que criam itens para serem vendidos na lojas, assim aumentando a população do território e fazendo com que ele se expanda até virar uma cidade — que, no fim das contas, é o objetivo do jogo.

Porém, sinto que o excesso de personagens acabou atrapalhando bastante. É gente demais para dar tempo de tela, o que infelizmente prejudica a presença dos personagens originais, como a própria protagonista, Nelke — que até funciona — mas não posso dizer o mesmo de seus colegas coadjuvantes. Outro problema é o ritmo do jogo que, depois de alguns ciclos, fica bem repetitivo: semana A para gerenciar, semana B explorar e conversar com o pessoal. Fora que o sistema de batalha também é bem simples.

Mas, para mim, o que mais acabou com a minha experiência foi o escalonamento absurdo das metas que a Nelke precisa cumprir para se manter como administradora. É coisa de começar pedindo para alcançar 1.000 habitantes e, mais pra frente, pular para 300 mil. Eu até entendo que isso foi pensado para que o jogador tenha que fazer múltiplas gameplays, o que é uma ideia interessante, mas ela falha bastante quando o jogador precisa começar quase tudo do zero, sem poder manter a renda que foi acumulada ou nível de afinidade conquistados ao longo do jogo.

Como disse antes, adorei conhecer mais da franquia, mas infelizmente este é um caso de não é o melhor jeito de fazer isso. Espero que, no próximo aniversario — que inclusive não está tão longe — pensem em algo mais interessante e divertido, e que consiga mostrar ainda mais o quão linda essa franquia realmente é. 

FINAL FANTASY VII REBIRTH


Caro Sr. Nomura, favor tirar uns anos de descanso dessa indústria, por gentileza. Dito isso, pense num jogo que teve a proeza de cansar uma pessoa que tem disposição absurda para quase qualquer tipo de gênero. Rebirth me proporcionou uma experiência semelhante a uma montanha-russa — só que, infelizmente, ela quase não subia.

Para ser justo, não foi a pior coisa que joguei este ano, mas fica bem no meio, ameaçando cair. Acho que ele teve muitos méritos em relação ao primeiro capítulo, como melhorias no sistema de batalha, que ficou um pouco mais fluido, e no relacionamento dos personagens, com o sistema de afeição e um maior tempo de tela para alguns deles. Deixo como ponto muito positivo todo o arco do Barret, que curti bastante, principalmente porque antes não era lá muito gostável. O Nomura tem algumas ideias legais em certos momentos, como a sequencia de VR no teatro, que achei bem criativa.

Mas é essa mesma mente que avacalha bastante o jogo, seja com momentos mega aleatórios durante partes sérias, seja com trechos calmos demais para um grupo que está atrás de um cara que pode destruir o mundo. Fora o fato de esse mesmo vilão mal aparecer durante boa parte da história, a ponto de personagens totalmente irrelevantes terem mais tempo de tela do que um dos maiores vilões da historia dessa franquia. Sim, estou falando de você, menino do comunicador, que liga a cada dez minutos para acabar com o ritmo da exploração. 

Sinto que o Nomura tinha ideias demais, que deveriam ter sido filtradas para que o jogo fluísse melhor. Era tão fácil ser apenas dois jogos, considerando a quantidade absurda de momentos e personagens que não mudam em nada caso não estivessem na historia. Outro ponto sobre o qual eu poderia ficar horas falando, que seria as cenas questionáveis, mas quero destacar uma em particular: a queda da Tifa no Lifestream. Nada faz sentido nessa parte, e só piora dali para frente.

Rebirth quase foi uma das piores experiências desse ano para mim, mas o fato de ter sido divertido por um boa parte já conta a favor dele. Ao mesmo tempo, porém, é aquele tipo de caso que acabou completamente com a minha vontade de ver o desfecho dessa trilogia caótica.

Reco Love - Blue Ocean


Reco Love é um jogo de simulador de encontros com foco em gravações. O vita é mestre em ter jogos desse tipo, principalmente por conta da tela sensível a toque...

Normalmente, todo ano eu procuro um simulador novo, e esse foi feito pelo mesmo pessoal de Photo Kano, que já era muito bem feito. Aqui, temos um dos jogos mais nítidos que já vi no Vita: os modelos das meninas são bem detalhados e animados. O jogo vem em duas versões, Blue Ocean e Gold Beach, nas quais muda a protagonista em foco e também o tom da história o Blue é mais sério, enquanto o Gold puxa mais comédia.


Um ponto positivo dele é que a maioria das garotas é bem carismática, o que me deixou em dúvida sobre qual rota eu seguir. Para minha surpresa, acabei sendo conquistado pelo jeitão alegre e caótico das múltiplas personalidades da protagonista, Sagara Miu algo que normalmente não acontece, já que quase sempre escolho alguma personagem secundária. Outro detalhe é que eu quase tomei um Bad End: é o tipo de jogo em que você não pode explorar demais as outras rotas por causa do limite de tempo.


Reco Love foi um dos mais bonitos e divertidos que já joguei desse gênero, mas é o tipo de jogo que é mega nichado, por ser exclusivo do Japão e ainda por cima de um console igualmente nichado.


The Legend of Korra


Sim, existe um jogo da Korra. Encontrei esse achado mega aleatório enquanto pesquisava por mais jogos da Platinum Games — e sim, foi feito por eles.

Quem pensaria que um jogo da Korra seria um ótimo exemplo de como criar um jogo fluido de ação utilizando elementos diferentes? Durante as batalhas, dava para realmente se sentir como um Avatar em plena forma. E é aqui que os elogios acabam, pois, apesar da jogabilidade ser bem divertida, o jogo em si é bem simples, tanto nos cenários quantos nos inimigos. Além disso, a dificuldade padrão é muito estranha: é o tipo de jogo que acaba sendo injusto, e não difícil.

Sempre acho bem legal encontrar jogos assim — que talvez não sejam lá muita coisa, mas que ainda assim demonstram aquela pontinha de amor em sua criação. Esse jogo, de dez anos atrás, consegue ser bem mais interessante do que um título até recente, que não faz nada em jus ao legado dessa série maravilhosa.

Stellar Blade


Um dos jogos mais aguardados desse ano e que valeu demais toda a expectativa. Lembro que curti bastante o quão frenético ele parecia na demo e que, mesmo sendo desafiador, oferecia meios de tornar a experiência mais compatível com diferentes tipos de jogadores.

Já vou começar pelo ponto mais chamativo: sim, a equipe da Shift Up sabia muito bem o que estava fazendo ao criar a Eve do jeito que ela é — seja em certas roupas, seja nas ações em campo, como subir escadas, pular plataformas e afins. O jogo esbanja sensualidade, tanto na Eve quanto em outros personagens, como a própria Raven, que é absurdamente sexy.
Ainda assim, apesar desse aspecto, fico satisfeito que o jogo não se resuma a isso, pois minha maior preocupação era que ele acabasse sendo apenas "o jogo da moça bunduda".

Também curto que, por mais que o plot não seja lá um primor narrativo, ele tenha início e fim de uma jornada e apresente um amadurecimento por parte da protagonista, que começa só seguindo ordens sem questionar para uma pessoa que aprende a pensar por conta própria. Outro ponto a ser elogiado é que algumas quests foram bem legais, como a do casal Enya e Su — as deles foram bem fofas.

Agora, não tem como deixar de comentar que certas partes da historia foram rasas ou surgiram muito do nada. Uma delas seria a relação da Eve com sua chefe, Tachy, que é o fator motivacional da protagonista durante boa parte do plot e carrega todo um "drama" de vingança, mas as duas não tiveram interações suficientes para que o jogador se importasse ou sentisse que estava vingando algo.

Sobre a gameplay, esse jogo tem facilmente um dos melhores combates de ação que vi nos últimos anos. O parry é tão gostoso de acertar, os combos são bonitos de se ver e, em certas partes, o jogo até vira um shooter, mudando totalmente a dinâmica de combate.
Para deixar tudo ainda melhor, há muitos boss lindos se ver principalmente os humanoides. Destaco a luta contra Raven, que é uma das mais difíceis e que me ajudou a entender melhor o sentimento de apreciar uma boa luta, já que não sou muito do tipo que curte jogos nessa pegada de tentar inúmeras vezes —  mas é inegável o prazer de derrotar um inimigo em um luta foda.

Esse jogo ainda teve a proeza de ser um dos mais lindos desse ano na parte gráfica, seja nos cenários urbanos, no deserto ou, principalmente, nas áreas mais naturais. Ainda assim, o maior mérito dele vai pra parte sonora, com vasta coleção de trilhas cantadas e outras que se encaixam bastante com o cenário, como "Hipertube", enquanto eu deslizava em cima da espada dentro de uma torre espacial.

Stellar Blade é facilmente um dos melhores jogos de ação que já joguei. Mesmo sendo consideravelmente picante, é o tipo de jogo que dá para curtir com uma ropinha mais tranquila —  e pensa num jogo que tem ropinha. É o tipo de jogo que acertou bastante e que me anima demais caso tenha uma continuação.

Until Dawn 


Facilmente um dos jogos que mais me deram medo e tensão dos últimos anos, principalmente porque eu não curto muito esse tipo de experiência — mas, neste ano, tentei explorar o máximo possível de gêneros diferentes.

Lembro que comecei esse trem sem pretensão nenhuma de jogar; só queria conhecer e ver do que se tratava… mas fui fisgado pela atmosfera e pelo suspense em um lugar cheio de gente enjoada. Sério, que povo chato. Quando me dei conta, já tinham se passado duas horas...

Um dos maiores méritos desse jogo é a forma como ele cria uma ótima atmosfera beeem escura e ameaçadora — eu nunca vi tanta escuridão e gente burra no mesmo lugar. O mistério foi muito bom de acompanhar, gostei da motivação da pessoa misteriosa por trás de tudo e a sacada do que realmente estava acontecendo foi ótima pra deixar o clima ainda mais ameaçador e frenético. Teve partes que eu quase morria de susto ou morria de tensão.

Foi um jogo do qual eu não esperava nada, mas que acabou rendendo uma ótima experiência.

Sonic X Shadow Generations


Fiquei na dúvida se entrava ou não ainda este ano, pois não queria devorar o jogo apenas para falar sobre ele, mas até que deu para encaixar bem no finzinho do ano.

Meu quinto jogo de Sonic no ano e uma surpresa maravilhosa. Fazia anos que eu não jogava um jogo de plataforma tão gostoso quanto esse. O jogo é um semi-remake de Sonic Generations e traz um novo cenário focado no Shadow, com o plot dele ocorrendo em paralelo com o que acontece na rota do Sonic. É até bonitinho eles se preocupando em ligar certos pontos para evitar erros de continuidade, como na luta do Sonic contra o Shadow.

No lado do Sonic, tive uma experiência nostálgica, cheia de fases que joguei na minha infância e adolescência, como Ocean Palace, de Sonic Heroes, mas também com coisas mais recentes, como a fase dos Wisps de Sonic Colors, que é um dos meus jogos preferidos. Também deu para sentir uma nostalgia até por jogos que eu nem cheguei a jogar como no caso de Sonic Adventure
O esquema de progressão das fases é bem light, deixando o jogador escolher apenas um estágio bônus para prosseguir com a história, que foi bem gostosinha mostrando todo o legado do ouriço azul e suas aventuras ao longo dos anos.

A cereja do bolo vai para o lado do Shadow, que além de também ter apelo nostálgico, contou com muito mais liberdade criativa na fases, sejam elas 2D ou 3D. Há uma vasta coleção de power-ups à la Colors, que são mais trevosos, e uma das coisas mais legais foi poder enfrentar vilões finais dos jogos do Sonic, como o Mephiles, de Sonic (2006), que não conhecia, e o Metal Overlord de Sonic Heroes, que não cheguei a ver por conta do esquema de True End do jogo.
O jogo tem um esquema de progressão bem mais complexo, com um level design de mini-mundo, diferente da progressão mais linear do Sonic, além de uma dificuldade bem maior e fases mais longas. E, claro, não posso deixar de elogiar o plot, que tem uma vibe quase de filme e mostra o amadurecimento do Shadow enquanto encara novamente suas origens.

Sonic X Shadow Generations nem precisava ser tão bom assim, mas fico muito feliz por ele ter sido.
  
MENÇÕES HONROSAS


Encontrei essa belezinha enquanto pesquisava sobre o DIVA F. Eu adoro como podem se passar anos e anos e, ainda assim, Vocaloid continua sendo algo bem especial para mim. O melhor de tudo é acabar encontrando novas músicas favoritas, como aconteceu nesse jogo — a música "Nisoku Hokou" foi um dos melhores achados do ano.
É o tipo de jogo para passar um bom tempo tentando vencer as dificuldades mais altas, que realmente são absurdas.


Sabe aquele jogo que você jogou quando era mais novo, mas nunca chegou a ver a ver o final? Essa foi minha ideia quando escolhi essa cria para rejogar, já que eu nunca tinha terminado o jogo com o Team Sonic no meu PS2 — e hoje eu meio que entendo bem o motivo...
Santa Mãe, que jogo custoso e frustrante. Ele nem chega a ser difícil, mas sim mal programado: a câmera e os controles são os maiores inimigos do jogador. Some isso a algumas fases absurdamente complicadas, como Rail Canyon. Espero nunca mais jogar essa benção.


Seguindo minha ideia de jogar títulos de gêneros diferentes e revisitar uns, acabei me reencontrando com um dos jogos mais legais do PS2, que tem uma abertura maravilhosa de linda e um CG que envelheceu como vinho.
Esse até que envelheceu bem. Eu me diverti consideravelmente durante as partidas; haviam algumas pistas mais complicadas, mas nada fora do controle... até chegar à pista final, em Babylon Garden. Confesso que questionei seriamente o nível de sadismo de alguns desenvolvedores da Sega...


Fique pensando se deveria colocar Arise ou não, já que falei dele antes, mas não poderia deixar de comentar sobre minha revisita a esse jogo que é tão lindo e que hoje, infelizmente, eu penso bem menos a respeito. Uma segunda visita deixou bem claro que ele já era algo bem ruim mesmo em sua fase mais "positiva", e que fica evidente como ele só se mantem "bem" por conta da arte e da jogabilidade.


Com isso, encerro esse ano lindo, cheio de coisas legais, sejam jogos, outros tipos de mídia ou mesmo experiências de vida. Gostaria de agradecer a todo mundo que me acompanhou nesses últimos meses; é sempre bom ver os comentários e perceber que tem gente dando as caras por aqui, mesmo que não fale nada. Espero que esse cantinho, que virou meu tesouro, fique ainda mais legal daqui para frente e que mais pessoas possam conhecê-lo.

Comentários

  1. Fico muito feliz que conseguiu terminar until Dawn kkkk, por ser terror achei que não chegaria no fim, mas é um ótimo jogo parodia dos filmes de terror dos anos 2000. Dessa alista tenho alguns que quero jogar ainda, principalmente stellae e o da Korra

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    1. Nem eu imaginava que voltaria para ele mas ficou aquela vontade de saber o que ia rolar, sobre o restante alguns ficaram de fora ou não foram mencionados como jogos que só peguei para conhecer e uns que ainda vão aparecer de outro jeito por aqui. Sobre o Korra acho que até vale mas já espere algo meio custoso.

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