Jogatina 2025 - Primeiro Semestre
Mais um ano chegando ao fim, e com ele muitas experiências legais — principalmente no campo da jogatina. Este ano foi bem decente, parando para pensar, porque, mesmo com todo o vai e vem, pude aproveitar bastante alguns jogos. Gostaria de dedicar um momento para falar um cadinho sobre cada experiência que tive, seja ela positiva ou negativa.
Granblue Fantasy: Relink
Lembro que essa criatura demorou anos até sair, mas é um ótimo exemplo de jogo que foi feito no seu tempo e com muito amor. Facilmente um dos melhores Action-RPG que já joguei, pois seus comandos eram bem fluidos, muito bem animados e com um ritmo da batalha bem gostoso.
Na parte audiovisual, foi um dos melhores do ano, com um capricho primoroso nos detalhes do mundo de Estalucia e, principalmente, nos personagens — houve muita variedade de escolhas e de estilos de jogabilidade, dependendo de quem fosse o seu preferido. Sobre a parte sonora, tenho que elogiar ainda mais, porque o time da Cygames é absurdo. Ainda me lembro de batalhas épicas como a luta contra o Furycane e, principalmente contra o Id. As batalhas contra boss desse jogo são maravilhosas na grande maioria.
Se tem algo que poderia pontuar, seria que o pós-game depende demais do modo online, que hoje não é tão popular — então muitos conteúdos acabam prejudicados por isso. Outro ponto seria o plot: por mais que o jogo seja ótimo, sinto que dava para fazer uma história mais interessante e mais integrada aos personagens que podem ser recrutados.
Mas, mesmo com uns poréns aqui e ali, foi um jogo bastante divertido, principalmente por ter um modo online em que pude curtir um pouco do lado mais co-op. É um jogo que sempre abro de novo quando dá aquela saudade.
FINAL FANTASY XIII
Se não me engano, Final Fantasy XIII foi um dos primeiros jogos que joguei no Playstation 3, então faz cerca de uns 10 anos que eu não revisitava ele. Neste ano, pretendia jogar toda a trilogia — que é bastante criticada até hoje —, então fui revisitar o primeiro jogo, o que infelizmente não ajudou muito.
FFXIII é o tipo de jogo que coloca termos demais na história, principalmente termos parecidos, que só servem para deixar o jogador confuso. L'cie e Fal'cie, por exemplo — eu já nem tenho ideia de quem é quem mais —, então o plot não me chamou atenção. O ritmo das batalhas envelheceu muito mal, mesmo eu achando que ainda estava bem bonito, mas como é a coisa que você mais faz no jogo, acaba cansando bastante. Principalmente por que a dificuldade base desse jogo é estranha: mesmo no nível mais fácil, não parece ficou mais tranquilo. E, para fechar, a equipe só existe, infelizmente hoje o único personagem que vale uma menção — e que vi ter um desenvolvimento legal — foi o Snow, o resto é chato ou esquecível.
Agora, para não dizer que foi um verdadeiro desastre, tenho que elogiar bastante a qualidade visual do jogo, principalmente nas cenas em CG. Ainda acho que elas envelheceram absurdamente bem para um jogo que já tem praticamente 15 anos — isso é um feito considerável. Mas, infelizmente isso não é o suficiente para que me animar a ir atrás das continuações.
Dragon Quest XI
Anos atrás eu havia jogado Dragon Quest IX, de que gostei bastante, e como é uma franquia que não conheço muito — além de que é absurdamente importante no Japão —, fiquei com vontade de conhecer mais dela.
DQXI é outro exemplo de jogo em que dá para ver que foi feito com muito carinho, principalmente pelos detalhes nos cenários e trilha sonora, que já deixa claro que ele é um Dragon Quest. Este ainda teve o fator de ser o primeiro da série que joguei com vozes, o que ajudou bastante nos momentos mais legais e dramáticos do jogo.
O combate está bonito e ainda segue o molde de turno clássico da franquia, mas foi bem adaptado para o ritmo dos dias de hoje, com aceleradores e automático, que melhoram bastante o ritmo geral. A história foi boa, teve várias reviravoltas ótimas — como a parte da Árvore do Mundo e um certo evento — além do desenvolvimento dos personagens da party em certo ponto da história.
Até ai tudo bem, mas preciso citar um elemento que eu gosto, mas que precisa ser utilizado com muita sabedoria: viagem no tempo. Eu amo o conceito, e ele já estava presente na história, mas detesto quando é usado apagar consequências que beneficiam o peso dramático do jogo — e, principalmente, quando serve estender o jogo além do necessário, na minha opinião.
Sr. Roteirista, se quer fazer algo chocante, por favor tenha culhões para ir até o fim com isso.
Dito isso, fico bastante satisfeito com a minha experiência e tenho muito interesse em conhecer mais e mais dessa franquia.
The Last of Us Part I
Parando para pensar, vai ser a primeira vez que falo sobre Last of Us, mesmo já conhecendo o jogo há bastante tempo. É um jogão que conheço desde o Playstation 3 e que, depois de jogar a versão remasterizada — que ficou ainda melhor, especialmente na mixagem de som, que antes era estranha —, e a história que continua incrível, tanto que perdura até hoje.
Mesmo já conhecendo bastante desse jogo, decidi jogar o "Remake", que, sinceramente, ainda acho que não era necessário, pois ele já tinha uma versão decente. Mas, ao mesmo tempo, não da para negar que ficou incrível nessa nova versão. A iluminação é absurda, a violência ficou mais visceral e mais condizente com o que acontece, e os modelos ficaram ainda mais lindos.
Por isso, essa versão é bem válida para quem já conhece quanto, ainda mais, para quem deseja conhecer esse universo.
Sonic Colors: Ultimate
Colors é um dos meus jogos preferidos do Sonic, que conheci no Nintendo Wii. O level design dele era bem gostoso, a arte muito bonita, e os poderzinhos dos Wisps davam uma variedade legal nas fases — principalmente por abrir novas possibilidades em fases antigas depois de adquirir uma nova habilidade.
Essa versão remasterizada ficou ok. Teve algumas adições, como duas habilidades novas, mas não chega a ser trabalho primoroso. Detalhe que o plot desse jogo continua bastante bobo e, infelizmente não vale muito a pena. Mas ainda acho que é uma escolha gostosinha para quem quer dar aquela relaxada num jogo de plataforma.
The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia
Esse ano eu cismei de explorar a minha biblioteca de jogos e pensei em matar a saudade de alguns. Um deles foi esse jogo do Nanatsu, que joguei há alguns anos, quando o anime ainda era algo.
Sinceramente, não esperava que esse jogo fosse me divertir novamente, mas até que deu pro gasto. Não digo que foi uma maravilha, mas para um jogo de um anime não tão popular como um Naruto da vida, até que me divertiu bastante. Os personagens estão até decentes pra um jogo de anime de 2018, tem um elenco grande, e jogabilidade é gostosinha — e quem diria que o Hendriksinho(chefe final) fosse me dar tanto trabalho?
Acho que fica como uma surpresinha que ainda dá pro gasto, principalmente no modo versus.
Sayonara Wild Hearts
Nossa, como eu queria falar sobre esse jogo, porque foi uma das melhores surpresas do ano, junto com alguns outros que já apareceram nesse blog.
Sayonara é um jogo de "ritmo" com uma trilha sonora gostosa demais, mas que não passa exatamente essa ideia — pelo menos na minha opinião. Ele mistura tanta coisa durantes suas trilhas: Uma fase de tiro, mudança de perspectiva, batalha de espadas e por aí vai. Senti que a trama dele falava sobre relacionamentos, contada através dessas "músicas". Minha trilha preferida é "Dead of Night"; o ritmo misturado com a "batalha" de moto tem uma pegada muito legal.
Até hoje, sinto que é um jogo que é difícil de explicar em termos de gênero, mas é um belo exemplo de criatividade e ótimo para curtir uma trilha sonora gostosa.
Ni no Kuni II: Revenant Kingdom
Esse daqui é caso bastante curioso e meio triste, porque se trata de um jogo que eu já tinha jogado e que me diverti bastante na primeira vez — só que eu tinha ignorado todo o plot e focado apenas na parte da ação e no sistema de gerenciamento do reino, que eram bem divertidos. Este ano tive a ideia de revisitar o jogo para ter uma experiência completa: fazer todo o conteúdo extra e finalizar meu reino. Mas, infelizmente, eu já tinha visto tudo de bom que ele tinha a oferecer...
Ni 2 é minha maior decepção do ano. Como eu já conhecia boa parte dele, esperava que o mundo onde tudo se passa fosse pelo menos legalzinho. Ele não precisava ser uma maravilha, nem o melhor jogo desse ano — só não ser algo tão raso e sem vida. O plot até tem uma ideia interessante ao focar apenas no segundo mundo (Ni no Kuni), mas a execução disso é desastrosa. Infelizmente, todos os personagens são desinteressantes — no visual e em suas "histórias" — e a maioria nem precisava fazer parte da party. Mas o problema principal é a dupla de protagonista: um menino mega ingênuo achando que o mundo é lindo e que não vai ter mais conflitos e guerras quando ele unificar tudo (mas que, pelo menos, tem um "desenvolvimento"), e o protagonista que veio do nosso mundo, que tem carisma negativo. O cara é jogado em outro mundo e simplesmente não esboça nenhum tipo de reação. E isso continua pelo jogo inteiro. Ah, e tem um vilão. Ele existe.
Chega a ser engraçado como uma experiência tão negativa num jogo que me divertiu tanto da primeira vez. Mas, como a base dele é bem fraca, meio que acabou com toda a minha motivação de conhecer mais e passar mais tempo naquele mundo.
MENÇÕES HONROSAS
Amei a vibe dos anos 90 que ele me passou durante os flashbacks. Curti o grupo das meninas, e poder ficar gravando e editando os momentos trouxe uma nostalgia bem gostosa da minha infância, com uns toques de suspense — principalmente a noite rendendo muitos sustos. Sinto que, se o Lado A focasse mais no mistério, eu teria mais interesse em descobrir do que se tratava toda essa aventura, mas curti bastante o curto momento que tive com essas garotas.
Simplesmente amei a ideia de fazer um roguelite com portas de um jeito tão criativo, com tantas possibilidade de quartos e efeitos — sejam eles positivos ou negativos. Amei todo o tempo que passei explorando os locais e ainda tenho um interesse em continuar a jornada, porque ainda não consegui abrir a porta do quarto 46, que pra mim é só um pretexto de algo ainda maior naquela mansão. Facilmente uma das melhores surpresas desse ano.
A versão novel de um dos animes mais depressivos já feitos, que eu queria conhecer mais das rotas que não foram adaptadas na versão animada. Só que, nisso, eu descobri que Clannad é o Dark Souls das VNs: ele tem tantos cenários e tantos desdobramentos — principais ou não — até o jogador conseguir entrar no cenário principal do After (Rota do final verdadeiro). Coisa que seria facilmente resolvida com um guia... mas isso não é muita minha praia. Depois de falhar inúmeras vezes na rota da Tomoyo, tive que me contentar com a rota da irmãzinha...
E esses foram os jogos do primeiro semestre — alguns bem divertidos e outros que eu sinceramente não recomendaria pra ninguém, mas que fizeram parte deste ano, assim como os da segunda metade, que ainda pretendo falar, principalmente por serem a parte mais positiva do ano.

Desses aí, o Relink e o DQXI estão na minha lista há um bom tempo. Fé que um dia eu ainda jogo.
ResponderExcluir"Fé que um dia eu jogo" é quase um lema pra vida adulta, mas é bom saber que mesmo na correria a gente ainda consegue jogar pelo menos os que mais chama a nossa atenção.
ExcluirMelhor quadro do blog, adoro esses textos curtos falando sobre experiências com jogos diversos. Alguns trazem vontade de jogar, outros entender o motivo das reclamações. Interesse em dragon Quest
ResponderExcluirEsse é especial de Ano Novo kkkkkkkkkkk, ficou um pouquinho mais longo devido a quantidade de jogos e meio que fica de uma ou não recomendação para alguns.
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