Jogos Que Existem - Volume 2

Mais um volume desse quadro maravilhoso, onde falo sobre alguns jogos da minha vida — independente de terem sido bons ou ruins —, mas que foram memoráveis de alguma forma. Então, sem enrolação, vamos para os jogos deste volume.

CRYMACHINA


Primeiramente, cara Furyu... que mão é essa para artes maravilhosas!
Dito isso, lembro que fui fisgado na hora pelo traço maravilhoso dessa lindeza quando o jogo foi anunciado — e gostei ainda mais que os trailers transmitiam uma vibe mais dramática. Além da arte maravilhosa do Rolua, o jogo ainda conta com uma trilha sonora foda, especialmente nas trilhas cantadas por uma das dubladoras.

Mas, infelizmente, a jogabilidade não é das melhores, já que toda a estrutura de batalha era bem repetitiva, com cenários reciclados e, às vezes, ocorria de ter uma escala de dificuldade injusta em certos inimigos e alguns chefes. Ainda assim, o jogo apresentou uma história até bonita de acompanhar, com questões filosóficas sobre o que é ser realmente humano. Ele pode ter exagerado um cadinho na complexidade, mas teve muitas partes dramáticas que dá aquela emocionada — e, somando o fato de ter sido um jogo de estudo, acabou sendo uma experiência divertida.


Hatsune Miku: Project DIVA 2nd


Voltando para a época do PSP, DIVA 2nd foi um do jogos de ritmo que mais curti, principalmente por conta do vasto catálogo de musicas e das várias vozes — incluindo a da própria Miku e dos gêmeos Rin e Len. Lembro de várias faixas incríveis que ouço até hoje, como "Ai Kotoba". Gosto bastante desse gênero, pois além de amar a parte musical, ele ainda me ajuda em melhorar meu foco com as notas caindo pra lá e pra cá.

Me lembro de passar horas liberando as músicas e me desafiando na dificuldades mais altas — sendo que, mesmo no Easy, o jogo já pede uma pontuação considerável para que a musica seja dada como concluída. Era bem fácil acabar repetindo várias vezes a mesma música, mesmo depois de terminá-la por completo, e nas dificuldades Normal para cima há bem mais comandos para acompanhar.

Por mais que hoje eu não ouça tanto o estilo Vocaloid quanto antes, ainda guardo com carinho as músicas desse pessoal.


Star Ocean: The Divine Force


Até hoje, não acredito que a franquia Star Ocean conseguiu lançar um jogo novo depois do fiasco abissal que foi o quinto título. Mas fico feliz que ela tenha sobrevivido, pois este aqui acabou sendo algo agradável — mesmo que com alguns "poréns".

Divine Force é, facilmente, um dos jogos mais feios que já joguei nos últimos tempos. Mesmo tendo lançado em 2022, ele é realmente triste em toda a sua parte 3D — tanto nos cenários quanto, principalmente, nos modelos dos personagens. Ainda assim, é um ótimo exemplo de que gráficos não são tudo, já que o jogo acerta bastante em outros aspectos. 
A jogabilidade, por exemplo, é bem caótica (no bom sentido), mas instável — e isso acabou virado o "charme" dele. A IA de alguns personagens da party era terrível, como ter uma healer suicida que aparentemente achava que era atacante. Nina, nunca irei te esquecer...

Outro ponto positivo é a história do jogo, que tem algumas momentos bem legais. Lembro especialmente de dois.
O primeiro é a parte sobre a pesquisa para a cura de uma doença letal em um planeta não desenvolvido — tratado de uma forma que lembra bastante a nossa realidade e me remeteu muito ao período da pandemia de Covid. Foi bem legal ver o processo de descoberta da doença e desenvolvimento do tratamento.
O segundo é a cena do casamento da Laeticia, principalmente por ela ser uma boa protagonista. Foi muito bom ver a historia pela perspectiva dela, especialmente nas questões diplomáticas do planeta e seu papel como futura herdeira do trono.


Unpacking


Primeiro jogo zen que comento por aqui — aquele tipo de jogo com uma vibe calma e super relaxante, no qual o jogador realiza tarefas simples, como neste caso: desempacotar caixas e organizar os cômodos.
Lembro que a imagem da capa me chamou atenção e, quando percebi, já estava arrumando quarto, sala, cozinha e por aí vai. O mais interessante é que o jogo ainda conta uma história de vida que vai se desenrolando enquanto você organiza os ambientes.

Mas, além desse fator relaxante, Unpacking também tem uma arte pixelada maravilhosa — e eu curto demais esse tipo de arte, porque sinto que cada pixel foi feito com carinho, resultando em uma estética tão gostosa quanto a própria proposta do jogo.
Lembro que havia momentos em que um item travava o outro, como quando eu tentava guardar uma roupa que não cabia dentro do guarda-roupa, por exemplo. É muito foda ver esse tipo de interação sendo feita com pixel art.


World of Final Fantasy


Um dos meus clones de Pokémon preferido e mesmo que eu não seja exatamente um mega fã da franquia Final Fantasy, consegui apreciar bastante essa criança bem fofa — tanto na primeira vez que joguei quanto mais recentemente.
Fora que ele é um ótimo exemplo de jogo feito como fanservice de franquia. Além de ter toda uma camada pensada para os fãs mais hardcore, ainda conta com dois protagonistas com uma química maravilhosa e uma história muito boa, que funciona mesmo para quem não conhece muito desse universo.

Eu amo demais toda a parte artística desse jogo — desde o visual chibi, que tem até uma função narrativa, até as escolhas estéticas e, principalmente, a criatividade no design dos monstros que podem ser capturados ao longo da jornada. Destaque especial para o design do Bahamut desse jogo, que é um dos mais lindos que já vi até hoje.
Apesar de ter alguns problemas — já que, em certos momentos, as batalhas ficam bem enjoativas e o ritmo da exploração é meio cansativo —, sinto que os momentos de zoeira da dupla de irmãos carregam muito bem a experiência no geral, principalmente pra quem gosta daquele tipo de humor  de "um age e o outro reage" (tsukkomi).

E caramba, quando esse jogo entra na parte dramática, ele entra com força: há um plot twist muito bom sobre o motivo da amnésia dos irmãos e suas verdadeiras identidades, e o desfecho da historia é agridoce — daqueles que ainda me emocionam um pouco até hoje.
Dito isso... continuo esperando a continuação.


Com isso, encerro mais um volume desse espaço que tanto gosto, pois sempre vai existir aquele jogo que deixou sua marca e que merece um pouco de atenção — nem que seja só por um momento. Ainda existem outros nessa mesma linha e pretendo apresentá-los no futuro.

EXTRA: OST são coisas divinas e merecem sempre ser apreciadas.




Comentários

  1. Muito bom esse tipo de texto, da pra conhecer um pouco de cada jogo e até gerar uma vontade de conhecer. Ainda vou jogar esse star ocean

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    1. Esse é um dos tipos de texto que mais gosto de escrever. Como já joguei muita coisa que normalmente não é muito conhecida, sempre acaba surgindo algo que talvez chame a atenção de outra pessoa — seja pela arte ou pela gameplay. Sobre Star, eu sinto que foi um acerto: não chega a ser uma maravilha, mas tem seu carisma.

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