Franquias da Minha Vida — Tales of


Aproveitando o aniversário de 30 aninhos, bora comemorar falando de uma série que faz parte da minha vida —  possivelmente a que mais tempo investi, pois foram cerca de 20 jogos.

Conheci a franquia Tales of em meados de 2007, com Tales of the Abyss no Playstation 2, e, anos depois, quando consegui um Playstation 3, fui mais a fundo sobre os outros jogos, chegando até a fazer uma longa maratona que durou alguns anos. Hoje, gostaria de falar de alguns desses jogos que mais chamaram a minha atenção nesses quase 20 anos — inclusive alguns que nem saíram do Japão.

Tales of Destiny Director's Cut (Playstation 2)


Destiny, no caso a versão remake de 2008, conta com o 2D mais bonito da série e com cenas animadas muito bem feitas, além de uma party grandinha e um dos melhores sistema de combate 2D, mesmo em um campo mais limitado. Cheguei a jogar esse remake há um pouco tempo atrás, quando saiu uma tradução por fãs, pois ele tem uma das melhores histórias da série. Nela, acompanhamos Stahn, um protagonista bem animado e bobão, que é um dos meus preferidos por seu desenvolvimento ao longo da historia — e também por trazer uma traição bem dolorosa, resultando em uma das mortes mais emblemáticas de toda a franquia.



Tales of Legendia (Playstation 2)


Já digo de cara que Legendia não é um dos que mais gosto e, muito menos, um dos mais bonitos. Ele realmente envelheceu mal, como alguns outros, principalmente pela escolha de ter um campo 2D com modelos de personagens pequenos em 3D e encontro aleatórios — uma combinação maligna daquela época. Mas, por incrível que pareça teve um certo peso em minha vida, por causa da minha identificação com a personagem Norma, uma menina esforçada em busca do local lendário que seu professor disse ter ido, que exigia o domínio de um idioma arcaico. Isso bate muito com a forma de como comecei os meus estudos e todo o sentimento de ter o esforço recompensado. Mesmo que ele não seja um dos melhores, ainda me emociona bastantes com certos momentos de sua história.


Tales of Symphonia: Dawn of the New World (Nintendo Wii)


Sim, o Symphonia tem uma ótima história e não precisava de uma continuação. E é exatamente por isso que escolhi o 2, porque, mesmo ele sendo totalmente desnecessário e até meio problemático, essa benção tem modelos melhores e uma gameplay mais interessante, com elementos de captura de monstros que me fazem questionar até hoje em como o original nunca teve esse tipo de cuidado. Ele ainda conta com uma abertura lindíssima e uma das frases mais importantes de toda a série...  até que ele tem uns méritos.


Tales of Hearts (Playstation Vita)


Um dos meus preferidos, que tem um dos meus protagonistas preferidos, o menino Shing, que mesmo tendo uma vibe felizona, já inicia sua jornada fazenda uma bela merda, mostrando que ele tem certas camadas e segredos "dentro" dele, um elenco legal e uma ótima revelação que lembro até hoje.
 
Outro ponto memorável e difícil de esquecer: achei uma personagem dele muito bonita e, quando fui escrever seu nome no Google, apareceu "Morte de Fulana"...

Eu joguei o remake do PSVita, que infelizmente perde para versão original do Nintendo DS, que é pixelada e bem mais bonita, na minha opinião, e que, mesmo sendo 2D, não tem encontro aleatórios. O remake que joguei encontros, o que acaba um pouco com o ritmo, o que é uma pena, pois ela também era bem gostosa de jogar e tinha até golpes especiais em dupla.

Mas eu acho bastante interessante quando o mesmo jogo tem duas versões tão distintas.


Tales of Graces F (Playstation 3)


Esse aqui é meu guilty pleasure, mas entendo demais do motivo de gostar tanto dele. Devo ter jogado o Graces umas cinco ou seis vezes ao longo desses dez anos, mesmo que ele não tenha lá uma boa história. O plot parece uma novela devido o tema de amizade — e sim, é um jogo sobre o poder da amizade.

Mas, nossa, ele tem facilmente o melhor sistema de batalha que já criaram, tanto que foi muito usado em alguns jogos que vieram depois, deixando as batalhas bem frenéticas e divertidas. E, por mais que o o elenco não seja aquela coisa, eles são bem carismáticos e seguram bem no geral.

Devo dizer que a escolha artística da modelagem é uma das melhores, na minha opinião, e envelheceu muito bem nessa versão remasterizada.

Algo que merece ser destacado dele é o minigame "Magic Karuta", que é tipo um jogo da memória japonês, com frases emblemáticas dos personagens da franquia.


Tales of Xillia 2 (Playstation 3)


Novamente uma continuação, pois essa melhora vários sistemas do primeiro jogo, como o "Link" onde os personagem se ligam e podem soltar poderes juntos, e também pelo modo "Kamen Rider". Fora que ele tem uma história mais dark e com várias possibilidades de finais, só que também é um dos mais confusos devidos às suas realidades paralelas e linhas do tempo.

Ainda me lembro do "Bad End" em que se pode escolher salvar o irmão do protagonista, e o mesmo tem de matar todo o elenco do primeiro jogo para proteger o irmão.

E também o momento mais emocionante do jogo, com uma trilha foda, quando o protagonista berra o nome de sua "colega". Isso é bem marcante, pois alguma pessoa do desenvolvimento do jogo achou que seria muito legal que o protagonista fosse mudo...

Deixo de destaque que ele é o jogo de console que tem o maior numero de ataques especiais em duplas.



Tales of Zestiria (Playstation 4)


Se me perguntassem qual remake escolheria de algum da série, provavelmente pensaria no Zestiria. Infelizmente, mesmo não sendo muito antigo, ele é um dos que mais envelheceu mal, o que é uma pena, pois o sistema de fusão é uma das coisas mais foda que vi até hoje.

Depois de revisitá-lo, sinto que a ideia de usar uma variedade de elementos em batalha tinha mais potencial para ser aproveitado. Quanto à história em si, ela funciona, mas como também existe uma adaptação em anime que muda bastante rumos e até personalidades de alguns personagens, sinto que ela se expressa melhor do que o jogo, mas o embate final do jogo ainda me arrepia. Um dos diferenciais que destacaria é que a trilha sonora é uma das melhores que já fizeram.



Tales of Arise (Playstation 5)


O mais "recente", o mais lindíssimo e primoroso, que sinceramente nem parece um Tales de tão absurda a mudança de engine, e infelizmente o que mais me decepcionou devido às altas expectativas. Arise conta com uma história séria e pesada, que aborda escravidão e racismo em sua primeira metade, o que vende muito bem o jogo, junto com sua modelagem absurda, que deixa até as cenas animadas da Ufotable no chinelo. Mas ele, infelizmente, desanda bastante quando começa a segunda parte...

Hoje, eu sinto que ele tem alguns méritos, mas ver todo esse potencial enorme descendo tanto chega a dar uma certa tristeza, pois o combate dele é bem gostoso e totalmente fora dos controles de sempre, e o elenco dele é muito bom, mesmo com algumas ressalvas.

Nota-se que, pelo menos, o epílogo que saiu como DLC... até ajuda um pouco a desenvolver melhor as consequências do final da história, para que ela não ficasse tão fantasiosa — afinal, os problemas do mundo não iam ser resolvidos com um beijo do casal principal.


Por mais que tenha vivido tantas aventuras até hoje, sinto que, infelizmente, a franquia meio que continua presa no tempo, já que não sai de sua formula padrão de batalha, que ainda utiliza transição de campo — algo que tentaram mudar, mas não deu muito certo. Preferiram voltar para o que funcionava, em vez de melhorar algo que foi meio que um teste ou se desafiar novamente. E, pelo andar das coisas, parece que vai ser meio difícil sair coisa nova depois dos fracassos recentes com jogos de serviço.

Mas, mesmo que ela esteja assim nos dias de hoje, ainda guardo com carinho os momentos que passei com todo esse povo, as aberturas animadas, que são, em sua maioria, uma mais linda que a outra, e os especiais, que são meio que uma marca registrada dessa franquia.

Agradeço muito por todos esses anos em que essa franquia esteve presente em minha vida e pelas lições que aprendi com alguns jogos — alguns que ainda terão um destaque ainda maior aqui, como o meu tão amado Tales of the Abyss.

Gostaria de encerrar agradecendo à grande artista Mutsumi Inomata, que criou tanta artes maravilhosas para essa franquia e tantas outras, e à dona Bandai Namco pelos 30 anos dessa franquia. Espero que essa comemoração seja mais digna do que apenas lanças jogos remasterizados.

Comentários

  1. A minha maior tristeza com a série é ver que a Bandai não se importa muito com ela, lançando remakes meia boca só pra pegar dinheiro fácil dos fãs, sem oferecer nada de qualidade. Uma série deste tamanho merecia algo muito maior, infelizmente a empresa que quer muito lucro com pouco esforço acaba manchando a imagem da série. Eu mesmo tenho interesse em conhecer alguns jogos da série , mas não tenho ânimo de jogar em emulador. Fico no aguardo da Bandai tomar vergonha na cara

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    1. Enquanto a Bandai não divulgar nada novo, não dá para defender muito — principalmente com a logística estranha deles com o projeto dos remasters, que não resolve muitos dos problemas e que, infelizmente, nem deve alcançar os jogos que ainda estão presos no Japão. É uma pena que uma franquia como essa esteja meio apagada nos dias de hoje, em um cenário onde já temos vários estilos de action RPG bem mais interessantes.

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