Parando pra pensar agora, vai ser meio que um momento Toei neste blog.
Build foi o segundo Kamen Rider que assisti, depois de uma experiência decente com Fourze. Mas, no caso desse daqui, eu tenho muitas coisas pra falar, principalmente os pontos positivos e os negativos de minha experiência.
Tokusatsu é um tipo de mídia japonesa que ainda chama muito a minha atenção, mesmo que seja apenas pelo visual. Mas, depois de ter tido contato com a franquia, fiquei curioso sobre as outras histórias desse universo, que devem ser bastante lucrativas. Então, com a ajuda de um amigo, decidi conhecer Kamen Rider Build , pois tem um enredo mais sério e por ser meio que o queridinho da fanbase.
Build conta a história de Sento Kiryu, um cientista incrível que não se lembra de seu passado e está em busca da verdade sobre um assassinato que tem relação com uma relíquia espacial e seu passado desconhecido. Mas, além de muitos mistérios, a história também conta com disputas diplomáticas, comédia e muitas partes dramáticas, o que faz com que a série não fique tão formulaica como outras obras que têm o monstro da semana.
Até hoje, mantenho minha opinião sobre o quão chamativa essa série é, seja pela parte visual, com inúmeros Riders legais, quanto pelo elenco de personagens, bem carismático na sua maioria — principalmente o vilão principal. Pois, se não fosse por isso, acho que teria sido uma série bem fraca.
Com essa introdução feita, gostaria de falar dos meus momentos preferidos da obra e reclamar daqueles que repudio com força.
AVISO: Essa parte contém spoilers!
Primeiramente, quero elogiar o belíssimo plot twist de o protagonista bonzinho ser, na verdade, o inimigo que ele buscava e o causador de toda a problemática. Eu amo como isso foi construído até a revelação bombástica, que muda bastante o clima da história.
Possivelmente, meu segundo momento preferido — fácil — que foi bem no início: a transformação de estreia do Cross-Z. Eu lembro como se fosse ontem o quanto eu vibrei em ver essa transformação, que é a mais linda da série, na minha opinião.
Outra revelação não muito chocante, pois depois de um tempo fica meio que na cara, é Isurugi ser o Blood Stalk — mas que foi bem foda, devido à sua ligação de mentor do protagonista e o resto do pessoal.
Isso aqui é um daqueles clichês que normalmente rola em obras para o publico masculino: a versão dark ou corrompida do protagonista, que, neste caso, tem um peso considerável por tirar totalmente o manto de pureza do protagonista quando ele mata uma pessoa num momento de descontrole.
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E, pra encerrar o lado positivo, uma das melhores cenas de drama da série que foi a "morte" do Kazumin — principalmente pela atuação da atriz que interpreta a Misora.
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Mas nem tudo são flores...
Infelizmente, Build decai bastante em sua reta final, embora já houvesse alguns sinais disso — principalmente quando começou todo o plot de batalha espacial, DNA alienígena e muitos retcons, que, pra mim, serviram mais pra estender a historia além da conta. Como, por exemplo, o fato do vilão nunca alcançar seu objetivo de acabar com o mundo — ai vem outro pretexto, outra coisa que ele tem que fazer e por aí vai.
Irei começar as minhas reclamações falando sobre a destruição do personagem do Gentoku, que era o vilão primário da história, mas, depois de muitos acontecimentos — principalmente a morte de seu pai — , acaba entrando de vez no grupo. No entanto, isso não justifica ele ter se tornado um alivio cômico forçado e muito ruim, que apenas servia para acabar com a tensão das cenas.
Outra coisa que também gostaria de reclamar é a forma final do vilão, que, depois de tantas e tantas fases bonitas de se ver, acaba com um visual bem decepcionante.
Mas agora é a cereja do bolo: possivelmente uma das minhas maiores queixas sobre Build. Pra que diabos criar um universo paralelo pra apagar a existência do vilão? Além de ser uma decisão bem exagerada, mesmo pra um plot com alienígenas, isso fez com que todas as mortes fossem anuladas, o que, na minha opinião, era o diferencial da obra até então. Infelizmente, priorizaram o lado financeiro da franquia enquanto sacrificaram a coerência narrativa.
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AVISO: Fim dos spoilers!
Com isso, eu deixo aqui minha humilde opinião sobre essa série bem foda, mas que tem problemas consideráveis, como a atuação de algumas pessoas, o tom de comédia em momentos que deveriam ser levados a sério e no escalonamento da problemática, indo pra rumos desnecessariamente complexos, na minha opinião. Mas, que mesmo com todos esses problemas, ela se mantém com um saldo bastante positivo, principalmente por ser uma série com muitos episódios.
Disponível no Prime Vídeo e YouTube.
Eu tenho muita vontade de ver uma série de Kamen Rider, porém eu fico com muita preguiça dessa dinâmica de monstro da semana e também na priorização da venda de bonecos acima da história da obra, acho que isso que me afasta um pouco.
ResponderExcluirEu não sei lá muito sobre a franquia, pode ser que exista uma que tenha um equilíbrio legal entre a dinâmica padronizada e um plot coerente. Infelizmente ainda não encontrei um que recomendaria sem pensar duas vezes pois 48-50 episódios demandam um tempo considerável pra talvez ter um saldo positivo no final. Agora sobre o marketing eu acho que é algo muito profundo pra ser mudado mas não quer dizer que seja de todo mal acho que depende de como trabalham isso ao longo da série.
ExcluirNão tenho coragem de ver Kamen Rider... Não podemos acho que seja meu estilo...
ResponderExcluirEntendo perfeitamente, eu gosto mais de admirar ele de longe do que consumir todos os produtos que vieram dessas franquias de tokusatsu. Esse ano eu cheguei até a ver um pouco de um sentai mas não deu muito certo, é uma mídia meio complicada de se consumir.
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