Seven Days


Bora falar sobre coisas legais!
Dessa vez, vai ser de algo que meio que já até comentei bastante sobre ao longo de 7 meses, mas eu realmente quero fazer jus ao quão maravilhoso essa criança foi para a minha vida e falar mais um pouco sobre — assim como outras obras que ainda vão aparecer por aqui.

Seven Days é uma bela Visual Novel, que é um gênero que usa muito, mais muito texto e também é interativo, seja de forma linear ou com rotas que variam conforme as escolha do jogador. No caso do Seven, ele ainda é do subgênero Nakige — ou seja, uma VN projetada para que a pessoinha em questão chore bastante, na minha opinião.
Como sempre, enquanto eu explorava as opções em meu querido Vita, encontrei algo que me chamou atenção basicamente pela arte em questão, principalmente por serem garotas fofas —  mas eu não imaginava onde estava me enfiando.


Ainda hoje, cerca de quatro meses depois, eu sinto todo o impacto dessa escolha que mudou bastante o rumo da minha vida. E tudo isso começou de forma bem aleatória, com uma criatura que recebeu um Blu-Ray pornô amaldiçoado, que continha um espirito vingativo composto por sete garotas — que já mostrou bem o tom do humor da obra e que gerou inúmeros momentos hilários posteriormente, seja com o timing de brigas ou pelas interações entre os personagens, que tinham uma ótima química. Mas, definitivamente, o que marcou foi quando a obra mostrou a que veio e do que realmente se tratava.
Seven Days, pra mim, fala muito sobre a vida — e, principalmente, sobre o tempo. Sobre como valorizar e aproveitar a vida, os momentos, as pessoas queridas...
Cada uma das sete meninas estão no meu coraçãozinho até hoje — algumas mais do que outras, mas eu aprecio bastante os "7 dias" que passei com cada uma. Por isso gostaria de falar mais um cadinho sobre elas de forma mais detalhada — tanto sobre elas quanto sobre a obra em si.

Sakura 
Meio que a irmã mais velha das meninas, e a comilona da turma — o que rendia ótimos momentos onde ela dizimava a comida. Segundo a mesma quando era viva, tinha que ser bem ágil, pois se não fosse, ficava sem comida perto de seus irmãos. Ela era uma menina doce, que priorizou o tempo que tinha para que as outras garotas pudessem ter mais tempo, sem que tivessem de descobrir o que podiam fazer ou não fazer. E, o mais importante de tudo: ela me ensinou a apreciar melhor os momentos simples da vida — ficar de bobeira coisa que é difícil de se fazer nos dias de hoje.


Kotoha
A mais bravinha do grupo, sempre brigando sobre ter sido abandonada por seu pai e o culpando por ter sido assassinada. Mas, no fundo, ela era apenas uma garota que morreu antes de poder conhecer coisas bobas, como um mangá de romance.
O caso dela foi bem interessante, pois tocou em assunto que talvez não funcione para muitas pessoas: divorcio. Quem diria que uma visual novel me faria pensar novamente sobre esse tipo de tema — e também sobre o fato de valorizarmos o tempo que temos nessa vida.


Mari
Essa daqui, eu acho que foi o ápice do roteiro cruel. Era uma garota tão fofa, que carregava tanto trauma com a mãe, que mesmo depois de ter morrido, ainda voltou com isso — a ponto de agradecer o fato de ter morrido e ter tido uma nova chance de encontrar uma família legal. Por mais que seja, de fato, uma historia meio pesada além da conta, também foi uma bela historia de amor maternal.


Ichiru
Possivelmente, foi aqui onde a história, que já estava me fazendo chorar litros, começou a me fazer questionar mais e mais sobre a vida em si.
Essa doida apenas queria viver de forma legal — seja fumando um cigarro de mentira ou batendo em uma gangue de motoqueiros. Foi uma semana que passou rapidamente, com uma bela reflexão sobre o que é, de fato, viver de verdade e se sentir vivo. 
Foi o momento em que mudou muita coisa na minha vida.


Shizuku
Possivelmente, o arco mais fraco da historia. Foi pesado, denso,  e ela acabou servindo mais como um meio de explicar o motivo da morte da meninas — quem foi o responsável — e  mostrar que ela queria fazer justiça pelo que aconteceu.


Nene
Minha preferida, fácil. A que mais me atazanou durante toda a historia — aquela que eu já sabia que ia pedir alguma coisa pervertida quando chegasse a vez dela — e uma das que mais me partiu o coração quando se foi.
Pois o arco dela foi dela e do protagonista/minha pessoa, de certo modo.
Depois de tantas despedidas, eu também comecei a me sentir cansado e me questionava sobre continuar a história depois de tantas perdas. Principalmente porque o protagonista também já carregava seu próprio drama, relacionado à perda de seu pai, muito antes dessas meninas entrarem na vida dele.
Então, a semana da Nene foi realmente um ótimo momento para refletir sobre esse tipo de sentimento — algo com o qual precisei lidar bastante ano passado.


Chiyako
A culpada de tudo isso — de certa forma. A origem do ressentimento, e possivelmente, uma das que mais sofreu em toda a história.
Ainda acho que houve um certo exagero em seu arco, principalmente por certas decisões tomadas para encerrar tudo de uma forma que deixasse uma mensagem positiva sobre a vida.
Mas, mesmo com esse tropeço, ainda considero válida a mensagem que ficou: vale muito a pena viver e ser feliz.


Com isso, eu encerro meu papo sobre essa historia que amei de coração.
Ela tem, sim, seus problemas — ideias mirabolantes que até extrapolam — mas, pra mim, o que realmente importa são os momentos que passei com essas meninas: as risadas, as brigas e principalmente as despedidas.


Até hoje, essas despedidas me emocionam, porque é bem difícil rolar uma identificação tão profunda como essa a ponto de me deixar triste durante um mês inteiro, como se eu realmente tivesse perdido alguém —  um amigo querido.
E, ainda assim, seguir em frente depois de tudo isso.
Porque é assim que a vida é. E é por isso que temos que dar muito valor ao tempo que temos e às pessoas que amamos — dizer o quanto elas são importantes em nossa vida, enquanto ainda estão aqui.

Comentários

  1. Muitas histórias incríveis, fico feliz por daber mais um pouco pq essa história foi tocante pra vc.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Dessa vez eu pensei em falar de outras coisas e mostrar um lado mais positivo do que já havia falado antes, então nada de cenas chorosas dessa vez kkkkkkkkkkk

      Excluir
  2. Muito boa Review, acompanhei essa história em tempo real e sei como te marcou. A mensagem final é o que realmente importa. Aproveite a vida e as pessoas que ama

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

God bless, or Goddess

Tokusatsu GaGaGa

Jogatina 2025 - Segundo Semestre