Oshi no Ko (Live-Action)
Lá vai mais um caso onde eu queria falar muito sobre algo, mas que, por muitos motivos, não seria possível entrar em mais detalhes — já que o live-action fez a proeza de adaptar todo o mangá bem antes do anime, o que, pra mim, gerou três tipo de comparações quando terminei de assistir à versão em dorama.
Mas, primeiro, uma curta introdução antes dos comparativos.
Oshi no Ko é uma obra curiosa, por assim dizer. Eu entendo que a intenção da autora era de falar sobre toda indústria — seja sobre como funciona a vida pessoal e profissional das idols, ou de como funciona o mercado — o que me lembra até Perfect Blue, que saiu anos atrás. Só que, nesse caso, ela usou uma abordagem diferente e sobrenatural, colocando um médico e uma menina em estado terminal que idolatravam uma idol e reencarnando-os como filhos dela, em uma história de mistério e vingança.
Tem certas obras que funcionam muito bem quando adaptadas para live-action, algumas que até chegam a ser superiores ao anime ou mangá, na minha humilde opinião. Posso dizer que esta daqui é um desses casos — mas apenas em partes. O anime, nesse momento, conta com duas temporadas maravilhosas, que imagino terem adaptado até metade da história. O live-action, por outro lado, fez a proeza de passar o anime e finalizar tudo com uma serie e um filme. E é incrível o quão diferente eles são, mesmo adaptando o mesmo material.
Por mais que os arcos sejam os mesmos, a forma de adaptação ficou bem mais adequada ao tipo do mídia. Por exemplo: ambos tem um arco de adaptar um mangá. O anime segue o original e adapta uma peça 2.5D, que é meio que um teatro com tecnologia de ponta nos bastidores. Já o live-action adaptou como um série de TV, diminuindo bastante o número de personagens que participam na versão original, além de muitos desenvolvimentos — tanto que esse arco, em questão, é maravilhoso no anime.
Outro ponto a ser discutido é a atuação dos atores japoneses em comparação com a dublagem do anime. Infelizmente o Japão é meio limitado nesse campo se comparado á países como a Coreia, por exemplo, o que torna certas cenas de atuação metalinguística — tipo um ator atuando como ator — bem fracas, na minha opinião, principalmente em cenas dramáticas.
Isso me dá a deixa pra falar sobre a maravilhosa Nanoka Hara, que faz o papel de Arima Kana, e o quão bem essa mulher atuou, se destacando bem mais que os principais. Principalmente porque acho que a Kana do anime passa uma vibe meio enjoada mesmo que ambas sejam a mesma personagem.
AVISO: Essa parte contém spoilers!
Pois bem, aqui eu entro numa parte que queria muito comentar e que se encaixa bem em toda a discussão sobre adaptação em si. O arco final da obra e seu encerramento são um caso muito interessante, em que eu curti bastante algumas decisões do live-action — mesmo com muitos corte de material para que o final coubesse no formato de filme. Por isso, eu preferia que tivessem feito, na verdade, mais uns quatro episódios, mas infelizmente o cinema gera uma renda bem maior.
Mas, considerando certas ideias do mangá, eu ainda fico satisfeito que tenham revisado melhor as ideias e cortado o que não fazia muito sentido, pois todo arco da irmã "trevosa" do protagonista foi meio extenso, o arco do incesto foi desnecessário, e a irmã fica um porre de tão grudenta. A personagem meio que "deusa da morte" e seu uso em cenas comedia, além desfecho do protagonista que são coisas que detestei do mangá. Na minha opinião a autora, se passou em diversos momentos e fez com que a obra ficasse ainda mais densa e cansativa — e isso é algo que temo quando essas partes chegarem no anime.
Com isso, percebi que, por mais que o live-action tenha seus erros no casting do atores e alguns lapsos de tempo que podem até deixar certas coisas meio confusas, ainda assim conseguiu me entregar uma história interessante de acompanhar. Teve personagens que gostei bem mais nesse formato — como a irmã por exemplo e ótimos momentos como o monólogo e o show de despedida da Arima, que não existe no original, que são os minhas partes preferidas. Também curto a motivação do vilão e bastante o desfecho do protagonista nessa versão, pois se adequou melhor ao desenvolvimento do mesmo do que o que fizeram no original.
AVISO: Fim dos spoilers!
Oshi no Ko não é lá bem uma história pra todo mundo, mas é o tipo de obra que aborda muito bem temas como o mercado do entretenimento, assédios e relacionamentos conturbados nessa indústria — situações que, infelizmente, ainda podem levar à morte, algo que continua acontecendo muito até nos dias de hoje. Mas nesse caso também foi muito interessante poder conhecer essa dualidade de uma adaptação, algo que, quando é bem feita, sai um resultado maravilhoso. Que no meu caso me fez curtir bem mais essa versão do que da obra original em si.
Disponível no Prime Vídeo.
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Já entrou na lista, só preciso de tempo!
ResponderExcluirObrigado e desculpa kkkkkkkkkkkkkkkk
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